Se o engajamento fosse um jogo de xadrez, talvez você não apostasse com as peças certas
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Todo mundo que abre o app pra postar acha que tá jogando xadrez. Mas a maioria só está movendo as peças sem estratégia, torcendo pra acontecer alguma coisa. Acontece que o tabuleiro mudou, e quem ainda joga pelo like tá tentando ganhar a partida só com peão.
No xadrez, o peão é a peça mais numerosa do tabuleiro. Todo mundo tem oito. Ele avança, ocupa espaço, cria pressão, mas raramente decide a partida. O like é exatamente isso: presente, necessário, mas longe de mover o jogo de verdade. Peão não dá xeque-mate e like não constrói comunidade.
A peça que muda o jogo é a rainha, que se move em qualquer direção, quantas casas quiser, e domina o tabuleiro inteiro. Assi, podemos entender que no jogo do engajamento, a rainha é a atenção. Quando uma marca conquista atenção qualificada — com tempo, recorrência e profundidade — ela controla a partida. Quem perde a atenção do público cedo, perde o jogo.
Mas tem um erro clássico: mover a torre sem controlar o centro. A torre é poderosa, vai longe, faz barulho, mas solta também não ganha jogo. Viralizar sem relacionamento é exatamente isso. Um pico de views sem jornada é como um outdoor no deserto: alguém viu, mas ninguém lembrou.
E no fim, todo o jogo existe por causa do rei. No xadrez, todas as peças se movem pra protegê-lo, porque perder o rei é perder tudo. No engajamento, o rei é a comunidade. Marcas que criam pertencimento, que têm identidade e narrativa próprias, protegem o rei. E com o rei protegido, nenhum algoritmo dá xeque-mate.
Jogador bom não reage, antecipa, considerando, em cada movimento, lances à frente, não a jogada mais bonita agora. Com isso, a pergunta deixou de ser "como eu viralizo?" e passou a ser "como eu faço as pessoas quererem voltar?".
Likes enchem o tabuleiro de peões. Atenção coloca a rainha em jogo. Comunidade protege o rei. Você decide com qual peça quer jogar.
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